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terça-feira, 12 de março de 2019

Ditadura feroz do Capital sobre o Trabalho

Entre Nós
Jaime Porto
Presidente Sinprafarmas

Já está bem claro o propósito do “capitão” eleito para governar o Brasil: implantar a ditadura do Capital sobre os trabalhadores de forma definitiva. O Brasil tem mais de 12 milhões de desempregados, de acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e 4,8 milhões de desalentados, que desistiram de buscar uma ocupação, o que signifca quase 40 milhões de pessoas sem renda fixa e nem perspectiva de futuro, além de aumento do número de trabalhadores precarizados, sem garantias.

Diante desse quadro, o presidente recém-eleito, anuncia o fim do Ministério do Trabalho e Emprego; a reforma da previdência com a implantação da regra: cada um por si e que se dane; restrição do acúmulo de pensão com aposentadoria, isenções milionárias para montadoras sem contrapartida de geração de empregos; desvio do dinheiro do pré-sal destinado à educação, para os financistas; extinção da justiça do trabalho; dificuldades ao acesso a benefícios previdenciários como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, salário-maternidade e auxílio-reclusão; entre outras medidas que ainda virão.

Todas as ações do presidente sinalizam para o fim dos direitos que sobraram aos trabalhadores e não foram retirados pelo governo Temer, do qual o presidente eleito é a continuação piorada, ainda mais antinacional, antitrabalhista, antidemocrática e antipopular.

O Executivo, está pronto a atender as bancadas da bala, da bíblia e do boi, não pretende dialogar com os trabalhadores sobre as políticas de salário mínimo, aposentadoria, férias, registro no emprego. Pelo contrário, que retirar ou reduzir esses direitos, como já afirmou o novo vice-presidente, Mourão, que pretende liquidar com o 13º. 

Num país com 43% dos trabalhadores e trabalhadoras na informalidade, a fiscalização aos direitos trabalhistas não será necessária porque não haverá praticamente nada a fiscalizar e o trabalho escravo poderá florescer novamente.

O governo eleito legitimamente através do voto vai se firmamdo como uma ditadura feroz do capital sobre o trabalho.

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